Depois da minha mãe, ficamos nós duas.
Meu nome é Ana Clara, tenho dez anos e, no ano passado, perdi a minha mãe.
Desde então, minha avó é meu colo, minha casa e quem nunca solta minha mão.
Ela diz que tudo vai dar certo. Às vezes, eu escuto quando ela chora escondida.
O tumor não sabe esperar.
Eu tenho um tumor cerebral. Minha rotina virou hospital, remédio e dores que assustam.
A cirurgia custa setenta e cinco mil reais, e a fila do SUS levaria meses.
Só que o médico explicou que o meu tempo para operar é muito menor.
Até dormir virou um pedido.
Tem noite em que fecho os olhos pedindo a Deus para acordar no dia seguinte.
Enquanto minhas amigas aprendem divisão, eu aprendo o nome dos meus remédios.
Eu queria voltar a pensar em brincadeira, não em quanto tempo ainda resta.
Minha avó transforma esforço em doce.
Mesmo na cadeira de rodas, ela prepara doces e vende o que consegue para me ajudar.
Já vendemos quase tudo. Ainda assim, a cirurgia continua longe do nosso alcance.
Por isso, hoje eu preciso que outras pessoas entrem nessa luta com a gente.
Não deixe meu aniversário virar uma despedida.
R$ 30 não paga tudo. Mas, junto com outras pessoas, aproxima a cirurgia que eu preciso.
Eu já perdi minha mãe. Ajude minha avó a não perder a única família que restou.
Se você pode contribuir hoje, seja a resposta do pedido que eu faço antes de dormir.
Quero ajudar a Ana Clara